Liberté, Liberté, Liberté.

•18/01/2010 • Deixe um comentário

Quando o sopro da liberdade bate nos nossos cabelos, nos tocando de uma maneira única e diferenciada, nós realmente percebemos que as coisas estão mudando. Não é só o simples fato de ter dinheiro. Não é o simples fato de morar longe dos pais, ou do teu país. É ter as suas próprias preocupações, mesmo que pequenas, o lance do se virar “sozinho” fazendo todo o sentido.

O pior de tudo é quando não conseguem acompanhar o teu ritmo, especialmente quando está fazendo alguma coisa, ou então, tentando acelerar o passo para chegar em algum lugar. Decidir a onde vai, com quem vai e quando vai. Quanto vai pagar, qual é melhor, o que comer, o que beber. Eu sei que no começo é um tanto quanto tentador, mas depois você se acostuma e acaba percebendo que não passa da mesma coisa de sempre.

Posso dizer que essa experiência aqui nos estados unidos tem sido mais do que importante para mim. Já que tenho poco mais de 63 dias para ficar em terras do Tio Sam, pretendo aproveitar da melhor forma possivel. Vou ao Pro Bowl (Primeiro jogo de Futebol Americano que irei assistir em minha vida), vou gastar todo o dinheiro que eu tiver (Mas não de maneira que me faça passar fome), sair daqui sem pensar em uma única coisa que eu não fiz ou então sentir arrependimento de algo.

Existem poucas coisas que eu sinto falta no Brasil. E eu me recordo todas as vezes que olho para a mão direita. É a falta daquele carinho, daquele abraço, aperto gostoso. Daquela coisa mais carnal, das palavras adocicadas, dos machucados por falta de jeito com as coisas. O sorriso, o perfume, o tom da voz, o calor das mãos e o olhar calmo. É duro acordar todas as manhãs e não sentir o teu gosto na minha boca.

Mas acho que vou voltar para o meu entretenimento, aqui no aeroporto de Newark, enquanto espero o meu voo as 4 horas da manhã, já que agora são meia noite.

Violet Hill

•13/06/2009 • 1 Comentário

“Was a long and dark December, from the rooftops I remember. There was Snow, white snow.”

Não foi dezembro, muito menos nevado. Mas foi frio e frustante do mesmo jeito. Doze de junho de 2009, pior dia dos namorados da minha vida. As vezes me pergunto porque desta data existir? Só pra lembrar os solteiros e carentes, de que não são competentes o suficiente para terem alguém para comemorar essa fatídica data?

Preciso dizer que havia organizado o evento, com certo apreço, já que a minha ruiva de piercing nos lábios viria em casa. Coloquei a minha melhor roupa, melhor perfume, melhor par de sapatos. Deixei a barba mal feita, do jeito que ela gosta, o cabelo não bem arrumado e o sorriso limpo e brilhante.

Até cheguei a tirar Seek & Destroy na guitarra, só pra tocar para ela e mostrar a minha habilidade musical. Em vão.

Arrumei um filme interessante, um vinho gostoso, uma preocupação em como leva-los em casa. Em vão. Talvez eu devesse seguir os conselhos de uma amiga minha, que sempre me disse para deixar esse lance de amor para lá. Mas sabe, é complicado porque as vezes a gente acredita nas coisas que as pessoas dizem. As vezes achamos que as brincadeiras são sérias e que nós entendemos o que elas dizem. Mas não é simples assim sabe? Olhar para aquele queixo gostoso e saliente, nas mãos de outrosssss.

Não é que eu quero só pra mim, nada disso, mas eu quero ter uma vez comigo. Sabe, eu perco a noção das coisas. A noção da realidade. Eu acabo virando só mais um ator em uma peça que eu não queria participar. Em um papel que eu não quero interpretar, em um sorriso que eu não quero esboçar. A mão tensa, os punhos cerrados, o braço tremendo. Angustia.

Não que eu faça as coisas somente com segundas intenções, mas me diga antes que nao é para eu me preocupar, assim eu corto o chocolate sem pensar em você me abraçando. Assim eu preparo a mesa e o fundue sem imaginar que depois estariamos nos agarrando no frio de congelar os ossos.

Eu tive vontade de levantar, apontar para a porta da rua e berrar com todo o ar que restava nos meus pulmões – SAIA DAQUI! – mas eu tenho classe, eu sou fino, eu sou culto. Não posso me dar ao luxo de rebaixar o nivel que eu demorei para conquistar. Eu tenho a minha vasta lista de livros cults e filmes pops. De Tarantino a Scorcese. Mas eu me senti como um verdadeiro animal ferido.

Carve you name into my arm“, é o que eu diria a qualquer uma que me chamasse de meu amor, passasse os dedos nos meus cabelos e beijasse os meus lábios com carinho. Mas eu não posso me deixar levar por relacionamentos mal resolvidos, que ainda deixam as suas unhadas e mordidas no meu corpo. Todo aquele êxtase momentaneo, ainda me deixa aturdido. As vezes eu me pergunto, será que tudo isso me acontece, porque eu tenho lá os meus quase dez quilos a mais? Ou porque eu nasci feio? Pelo meu cabelo não ser bom? Não sei.

Provavelmente se existe algum Deus, que eu já realmente não faço ideia, Ele não gosta nem um pouco de mim. Esse ultimo ano tem se provado quase tão desastroso quanto o anterior. Resta eu conseguir tirar a carteira de motorista e quem sabe, realizar os meus planos para o fim do ano.

Não sei se eu tivesse ido a Sub as coisas teriam melhorado, mas provavelmente eu teria dançado Funk com uma ou outra e não estaria me sentido tão mal, como me sinto agora.

Don’t sink the boat, that you built to keep afloat.

•31/05/2009 • Deixe um comentário

Bem, ai está. Hora de falar sobre algo novo e atualizado. Posso dizer que fiquei durante um bom tempo sem ter muito o que falar, ou não. Na verdade, eu não estava era com coragem de chegar aqui e postar algo. Já que da última vez, acabei perdendo um post gigantesco e não sabia, que ele estava salvo. Piadinhas a parte, foi bem complicado fácil descobrir onde ele estava.

Baboseiras a parte, creio que nesse meio tempo em que eu passei fora da atuação politico-economica as coisas melhoraram, e muito por sinal. Meu pai por exemplo, está a algumas semanas de abrir o escritório completamente reformado. Bem, eu fiquei de lado na parte administrativa e servi somente para carregar algumas caixas, lavar a Lana e por fim recolher algumas embalagens plásticas.

Por um certo momento, eu até cheguei a pensar que o negocio estava fadado ao fracasso. Bem, graças aos bons deuses, as coisas estão caminhando muito bem. Gosto de ver o meu pai empenhado e não se preocupando com os ultimos acontecimentos (Ou melhor, os ultimos acontecimentos do ano passado), é complicado ver alguém que você ama muito e tem como um herói tão deprimido. Mesmo que meu pai nunca fora presente da maneira que eu gostaria, ainda sim sempre estava ao meu lado. Não jogava video-games comigo, não assistia as minhas competições de natação, nunca concordou com os filmes que eu gostei, sempre foi impossivel assistir jogo de futebol com ele ou mesmo uma série normal de TV. Mas ainda sim lá estava ele firme e forte, mesmo longe da gente durante as mudanças (Em 1998 e 2005) lá estava ele, ajudando a gente.

E creio que graças a isso, acabei criando uma afinidade imensa com a minha mãe. Passar um bom tempo conversando e cozinhando acabou se tornando um dos nossos passatempos favoritos. Ela me pede uma cebola, eu descasco um tomate ou desligo o fogo do arroz. Mas ainda sim tempos tempo pra conversar (Menos de manhã, por favor mãe! Eu acordo e quero ficar em silêncio, quando é que as mulheres vão aprender isso?), falar sobre banalidades e tentar saber como foi o dia de cada um.

Ela já me consolou quando ficava triste por causa de alguma garota, já brigou comigo por causa da toalha molhada no chão, já me xingou por causa de notas baixas. Mas sempre me apoiou em tudo, menos quando eu estava errado é claro, bateu de frente com os professores e me tirou da escola mesmo eu não querendo, porem acho que aquilo foi bom para que eu perdesse um pouco as raizes dos lugares. Ou pior, me HUMILHAR no Mortal Kombat com todos os botões apertados, assistirmos CSI juntos, corrermos da Lana juntos, ficarmos em Campos do Jordão fazendo nada, juntos.

Bem, nesses ultimos meses em que eu passei boa parte do meu tempo com eles – Pra não dizer o tempo todo, mesmo boa parte sendo no meu quarto – Eu percebo a gigantesca falta, que eles vão fazer pra mim durante as viagens.

Mom and Dad, funny pic.

Mom and Dad, funny pic.

The Sound of Silence

•26/05/2009 • Deixe um comentário

Post originalmente antigo, mas como eu percebi que o blog estava as moscas, decidi posta-lo.

Hoje durante a janta, tomava uma sopa de legumes com carne, enquanto isso assistia ao Jornal Nacional como sempre. Então a programação foi paralisada para a propaganda Eleitoral Gratuita, o partido socialista brasileiro decidiu colocar as mangas de fora e exaltar todo o poderio do Karl Marx. Como as coisas mudaram de uns tempos para cá.

Foi só a “crise” atingir todo o mundo, coisa que já vinha sendo comentada a muito tempo nos núcleos de estudos econômicos com os problemas dos imóveis nos Estados Unidos, que todos decidiram então colocar uma cruz sobre o peito do nosso nobre Capitalismo. Acho que é ser precipitado dizer que o Capitalismo it is done. Dificilmente a estratégia político-econômica que dominou os últimos séculos.

O mais engraçado é que eu imagino todos esses políticos, economistas e analistas segurando nas mãos algumas AK-47’s, correndo em direção a uma gigantesca nota de Dez dólares, com alguns helicópteros as suas costas e ao som de “A Cavalgada das Valquírias” (Ride of Valkyries de Richard Wagner), ao melhor Apocalipse Now.

Nos últimos 100 anos, passamos por 3 grandes crises e outras tantos menores – Como a dos tigres asiáticos – e sempre diziam que o capitalismo não iria continuar reinando. Na verdade, era ele quem dava as rédeas da nova maneira de se governar economicamente. Primeiro veio o boom pós primeira guerra e má administração dos recursos anteriormente produzidos pelos Estados Unidos, para a Europa. Depois com a ajuda do Keynesianismo, o Governo começou a injetar dinheiro e programas para que o capital não ficasse somente na especulação. Depois então com a vontade metrossexual dos Membros da OPEP (Organização dos Países exportadores de Petróleo) e as suas vontades de brincarem de Pink e o Cérebro e dominarem o mundo com o petróleo, o globo se afundou em outra crise, dessa vez sem Gasosa. O planeta dessa vez largava-se do Fordismo e encontrava o Toyotismo (Eu ainda prefiro os carros da Ford e Chevrolet).

Depois então do Just in Time do Neoliberalismo e de outros pensamentos asiáticos de produção e continua arrecadação de dinheiro, mantiveram-se até pouco tempo. A especulação tornou-se a melhor forma de arrecadar dinheiro – além de virar deputado e vereador – de maneira rápida. A macro economia começou então a inflar com incrível velocidade. Nunca tivemos tantos milionários no mundo, especialmente em Moscou, e tanto dinheiro circulando o planeta Azul de Yuri Gagarin.

Os bancos Brasileiros estavam a ter orgasmos múltiplos com os lucros que obtiveram, cada ano ultrapassavam os 20% de lucro do ano anterior, o mesmo acontecia com os bancos internacionais. Mesmo com algumas pseudo-crises (Asiática, Russa, Mexicana e a Bolha da Internet), o mundo manteve-se firme e forte.

Até que algum Texano (Me perdoem os torcedores dos Longhorns), decidiu dar crédito aos NINJAS (No Income, No Job or Assets – “sem salário, sem emprego nem bens”), e vejamos o que aconteceu. Eles não pagaram a hipoteca, não pagaram os alugueis, não pagaram o dinheiro sacado no banco e então as coisas começaram a complicar.

Agora toquem um The Hives – I Hate to say I TOLD YOU SO!, porque foi ai que o negocio complicou. Todo mundo já sabia que algo iria acontecer, mas ninguem na maior potencia econômica mundial fez alguma coisa. Deixaram o dinheiro rolar e estourar nas bolsas, por que ninguém queria mais nada. Ai começou a faltar crédito, pararam de importar. E agora José? Foi então que os países decidiram fazer alguma coisa. Era a hora de injetar dinheiro nas instituições falidas e sem forças para se reestruturarem. Bancos, Metalúrgicas e tantas outras empresas que receberam apoio “verde” dos Governos. Veio o G20 e finalmente algo foi feito.

Resta agora saber, se com toda essa crise nós vamos ter alguns revolucionários Socialistas/Comunistas, dizendo que o Capitalismo já era que já bateu as botas e passou do tempo. Por que se analisarmos, ele é como a Fênix, que renasce das cinzas toda vez que é morta de uma maneira diferente.

Todo carnaval tem seu fim.

•14/04/2009 • 1 Comentário

Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo

Não posso dizer que não fui negligente. Deixei o blog parado por um tempo, pra ser exato, quase duas semanas. Mas era que me faltava algum assunto interessante, quando-se a vida caminha quase parando não se tem muito o que realmente escrever. Pra ser sincero, até tenho muita coisa pra contar assim como o meu nick do msn o faz, mas não sei, não me sinto muito a vontade falando sobre o que aconteceu haha.

A vontade de viajar e sair do pais é imensa. Na verdade é esperar que algo se complete, assim como o novo album do móveis, é Gigantesca. Provavelmente por que é um sonho meu, uma vida completa. Estou a fazer uma lista de albúms que devo levar para lá, se alguém puder me ajudar eu ficaria extremamente feliz.

Pretendo levar o que tenho de Los Hermanos, Móveis, Tom Jobim, Chico Buarque, Pipo Pegoraro e Seu Jorge. Isso na parte Brazuca. E falando sobre Brazuca, decidi enfiar a cabeça afundo e escutar Los Hermanos, posso dizer que é uma experiência única, principalmente se você esta pseudo-apaixonado como eu estou.

Apenas aparecendo agora para não dizer que abandonei o Blog. Pretendo daqui alguns dias tentar fazer alguns reviews. Comecei com um pequeno projeto de um livro scify mas acabei parando nas dez primeiras páginas. Depois se quiserem eu vou postando elas aqui.

Pra não perder o costume, música pra se ouvir a dois.

Moro no Brasil

•31/03/2009 • Deixe um comentário

Hoje, quer dizer ontem, estava jantando com o meu pai na cozinha. Assistiamos o Jornal Nacional, eu na verdade enquanto ele checava alguns imoveis no laptop, falaram sobre a isenção do IPI para alguns produtos – de construção – e a continuação da redução nos automóveis. A queda da aprovação do governo Lula e do nosso ilustrissimo Presidente. Ai eu paro e penso um pouco caralho como eu odeio o brasileiro, não como um total, mas sim como um ignorante politico. Brasileiro nunca entendeu de politica, mas sempre tentou discutir. Eu sou brasileiro, e tambem nunca tive uma educação politica como vários outros paises tem. Aqui o garoto aprende primeiro a como bater um penalti, depois vai saber como que escreve o próprio nome e por fim, um dia quem sabe, a votar.

Sabe apertar aqueles numerozinhos e então “Confirma“, é só ter certeza que o engravatado que esta ali, presente naquela foto 5×7 preta e branca, é mais um que irá usurpar o seu suadissimo e o não execrado dinheirinho.

Até hoje me lembro de uma passagem mais do que interessante, eu deveria ter lá os meus treze anos, estava no Duplo Bom – um pequeno mercado de bairro lá no Irajá em São Bernardo do Campo – e um senhor, conhecido já pelas garotas da padaria. O mesmo reclamava que as pessoas não o respeitava como pessoa de idade, que o pais estava uma merda. Eu estava a frente do senhor de idade, já havia esperado por mais de seis minutos para ser atendido, lá próximo as 18h sempre ficava bem mais cheio,  e o mesmo tentou passar a minha frente forçadamente. Eu praguejei baixo e os cabelos grisalhos e ralos viraram em minha direção.

- O garotinho, deveria ter mais respeito com os mais velhos! Vocês andam tão sem educação! Não acredito que o futuro do nosso pais está na mão de vocês.

Balancei a cabeça negativamente, completamente estressado e já criando um certo ódio daquele aposentado a minha frente.

- Se vocês não tivessem cagado durante as votações e durante o periodo militar, não estariamos na situação que estamos.

Provavelmente, acho que foi um dos momentos mais Chê Guevara que eu tivera em minha vida, já que depois as atendentes ficaram todas felizes por que alguém finalmente tinha falado algo para o velho ranzinza.

Hoje eu percebo que exite uma tentativa de passar a culpa para quem vem chegando. Como é que eles podem dizer “A salvação esta nos Jovens, eles vão mudar o mundo”, sendo que nós nem sabemos o que esta acontecendo! Alguém lá com os seus dezesseis anos de idade, malemá sabe passar de ano direito na escola, vai ter capacidade de escolher o futuro presidente do pais?

E se ele realmente tem alguma capacidade para discernir quem deverá receber o seu voto, ele realmente vai ter algun background para dizer-lhe quem é que realmente vai ajudar a socidade? Mesmo que o vereador que ele votou sirva como asfalto para a rua onde ele mora, o prefeito vire uma ponte, o governador um grande cheque e o Presidente uma infinita quantidade de empregos, será alguma coisa.

Politica é algo incisivo para qualquer coisa, já que ela sempre vai ser necessária para a evolução humana. Primeiro começamos com  modelo de República com os Gregos, depois vieram as Monarquias, Parlamentarismo, Presidencialismo. E se os colonos nascidos nos Estados Unidos não tivessem noções politicas, eles nunca iriam beber chá com os Ingleses em Boston. Se não fosse pelo entendimento politico de Oliver Cromwell ele nunca iria derrubar a cabeça de Carlos I dos ombros Monarquicos. Se não fosse pela empolgação de Marx provavelmente Lenin não teria socado a mão no Exercito Branco e dominado o governo provisório. Se não fosse pelos conhecimentos politicos de Che, ele dificilmente teria conduzido aquela moto a tantos zilhões de quilometros para invadir a ilha americana. Se não fosse pela politica – e um pouco de diplomacia – nós teriamos entrado na terceira guerra mundial, graças aos Misseis dos amigos do Che.

Enfim, existe uma necessidade implicita de que o brasileiro precisa aprender politica. Ou ao menos parar de fingir que tem e dizer amem a Globo.

Que tal ser o Obama, por um tempo?

Que tal ser o Obama, por um tempo?

Do the D.A.N.C.E

•22/03/2009 • Deixe um comentário

Pra ser sincero, não tenho muito o que escrever aqui. Só que ando indignado com o atual mundo da música eletronica, parece que eles estão fadados ao básico Eletro House/Jovem Pam/Funk/Axé. Você ta lá na balada, esperando alguma música decente por que, pra mim, em uma danceteria tem que se tocar Techno. Eu vou pra balada para dançar TECHNO.

Nosso pais pelo menos tem esse péssimo problema de manter-se com o básico. Até hoje não conheci nenhum DJ brasileiro de Hardstyle, Jumpstyle, Electronik, o que costumamos encontrar é talvez um House, Goa e os que se chama de Psy Dj’s. Não sei se faço parte da minoria, que sempre quer ir em uma balada e escutar um som diferente. Não os mesmos hits do ano passado, não vou ser hipócrita e dizer que não gosto de escutar clássicos mas, SÓ CLÁSSICOS? Eu não tenho ouvido só pra ouvir os mesmos samples que escuto em casa.

Tipo, se você é um DJ consagrado na casa tente abusar um pouco mais, vá atrás de novos Mixes, Sets diferentes ou até mesmo faça os seus Samples, poxa eu ainda não sou DJ e tenho um Set pra cada possivel festa. É muita coisa que ninguem conhece, ou aparenta não conhecer, que explodira a cabeça de muita gente.

Acho que é questão da população mesmo. Boa parte dos brasileiros, gosta do que esta na moda. Músicas da Malhação, MTV e o caralho a quatro. Ai quando perguntam pra você “Qual a tua banda preferida?”, você não lança o clássico Nx/McFly/Fresno/Tiesto você é diferente, ai já começam as frescuradas todas.

www.lastfm.com/user/Mr_Modesto – See what it’s good :D

Vou ter que achar festas mais específicas ainda.

Pro pessoal que estiver interessado em alguns sons diferentes, postarei alguns videos aqui.

Livre pra voar

•19/03/2009 • 3 Comentários

Falar sobre relacionamentos é sempre, complicado.

Principalmente quando você já não acredita nos mesmos. Depois de um bom tempo, dependendo de como foi a sua vida amorosa, você acaba se modificando para não sofrer e/ou sobreviver a essa verdadeira guerra, que mata mais do que chuva forte em São Paulo.

Poderia fazer uma lista dos relacionamentos que não deram certo, mas acho que seria uma verdadeira perca de tempo. Talvez fosse mais interessante compartilha-los com vocês, nobres colegas. Principalmente pelo fato de que isso se tornaria uma confissão/gravação do que eu pretendo  não fazer mais.

Primeiro o meu estado de espirito não é um dos melhores. Nos ultimos meses, acabei magoando mais do que o normal, o que provavelmente foi graças a minha tentativa de não se envolver com as pessoas, mais do que deveria.

Sempre existem pessoas que chamam a nossa atenção, por mais simples que sejam elas acabam marcando os nossos dias. Posso dizer que um pingente lilás no formato de um gato, com algumas pedras de Strass encrustadas nele me guiava todos os dias.

Eu sempre tive a péssima mania de ficar encostado a porta da sala de aula, observando os alunos passarem enquanto o professor não chegava. Foi assim do meu primeiro, até o último ano do Ensino Médio. O mais interessante era que agora, sendo do terceiro ano e estudando na primeira classe do corredor, era eu quem tomava a posição de coordenador das coisas. Assim como os veteranos faziam conosco nos outros anos.

Estavamos a comentar sobre as alunas novas, por um momento eu fiquei em silêncio. Apenas observei o acessório balançando no pescoço daquela bela morena. Fiquei encantado com toda aquela beleza. Como sempre, eu fui o único a perceber o que acontecia, já que o restante apenas ria das piadas nerds que costumavamos contar.

Foi a primeira vez que eu percebi que existia uma presença de tal magnitude. Eu na época tinha alguns colegas do primeiro ano, que conversavam com ela. Fazia o máximo possivel para tentar falar com a mesma, mas parecia que ela só descia para o pátio para dar um Olá e logo depois voltar para a sala de aula.

Foram dois meses de luta até que por sua vez, graças a uma outra amiga eu comecei a falar com a garota do pingente. Foi uma semana de “reconhecimento” e papo inutil e idiota. A Páscoa chegou e fui viajar,levei o laptop e a internet – que não era banda larga – comigo. Os três dias em que eu fiquei sem fazer absolutamente nada, foi dedicado a conversar com a garota dos “Huns”, “lalalalas” e small talks da vida.

Voltei e a enchi de presentes, na verdade, chocolates. Posso dizer que foi uma das épocas mais intensas que eu havia vivido, tinha me entregado por completo pelos cabelos castanho, sorriso sincero e péssima pronuncia no inglês.

Depois de tudo isso, depois de praticamente ter doado parte da minha vida a ela, acabei sendo puxado para um canto vazio da escola com um “Nícolas, preciso falar com você!”. Pela maneira como ela me olhava, boa coisa não viria.

- Fale

- Você sabe que eu não sou muito boa com as palavras, dificilmente consigo me expressar direito.

- Já disse, fale.

- Não dá mais, eu não gosto de você como você gosta de mim.

- Eu não ligo! É…É só deixar eu ficar com você, que já está ótimo pra mim.

- Não dá.

E foi assim que eu vi o meu mundo ruir, pela primeira vez naqueles próximos seis meses. Em um momento péssimo eu acabei entrando, foi desse jeito que a minha playlist no lastfm ficou tão gigantesca com Fresno (http://www.lastfm.com.br/user/Mr_Modesto).

Foi a partir daquele momento que eu percebi que não iria conseguir muita coisa com ela. Além dos beijos escondidos por entre as ruas vazias do seu bairro. E algumas maiores desilusões com uma garota carente.

Ainda estava a remoer a ideia da solidão na cabeça, durante a pequena viagem até Campinas para fazer algumas compras no shopping Iguatemi. Estava no carro enquanto voltava para Pira, quando recebi uma mensagem.

“Preciso de Você, Sinto a tua FALTA

Depois daquela mensagem eu tinha certeza de que poderia voltar com ela, ou não, e estava completamente eufórico com aquilo. Respondi com um simples “Sério?” e recebi em troca um, “Saudades dos teus abraços”.

A semana seguinte foi de uma fossa pior ainda.No final, foi tudo carência momentanea e nada mais. É nesses momentos que nós temos vontades de desaparecer, dar um fim nas coisas, tentar entender o porque daquilo tudo.

A única coisa que nós podemos retirar de todos esses relacionamentos desastrosos, são lições básicas para que nada disso aconteça novamente. Respirar fundo e entender que o mundo não é um conto de fadas, muito menos um mar de rosas. Que todas as pessoas vão te amar da maneira como você as ama, que todas elas estão preparadas para algo maior, se elas QUEREM algo maior.

Amor vem de convivência, paixão é momentanea e na maioria das vezes ela é apenas combustivel para algo possivelmente maior. Você dificilmente irá passar a namorar uma pessoa que você conhece a pouco tempo. Grandes relacionamentos vem de pessoas que você já conhecia, ou mesmo, passou um bom tempo conhecendo. Uma velha amiga, um vizinho ou até mesmo um ficante de mais de mês.

As vezes eu me pergunto, se eu realmente vou encontrar a minha Anja, sem asas e um coração que consegue derreter o meu. Se é que o próprio Jack Johnson encontrou.

Mas a batalha é ardua, hoje eu já estou mais imune a garotas carentes e amorosas. Hoje eu vejo meus amigos solteiros. Hoje eu percebo, que não tenho idade nem cabeça para relacionamentos.

O Gatinho lilás com strás.

O Gatinho lilás com stráss.

I need a miracle

•17/03/2009 • Deixe um comentário

Hoje eu precisei acordar um pouco mais cedo do que costume. Eram dez e meia e eu já estava a preparar o meu café da manhã, tudo isso para lá pelas duas horas da tarde realizar um ritual um tanto quando, necessário.

Eu sou o mais velho da turma da crisma, já que tenho os meus dezoito anos e a grande maioria tem os seus quinze/dezesseis. Tenho um certo ar inutil de superioridade para com os outros mas que na verdade, não passa de ilusão.

E para que pudesse finalizar a crisma faz-se necessário a confissão. Por que nós temos que nos reportar a um outro humano? Um outro ser que peca e também pensa como nós? Se fosse um padre qualquer, eu até levantaria a minha bandeira de rebelde e ficaria com um pé atrás. Mas o padre Edvaldo é diferente, pode-se dizer que ele é um verdadeiro ser iluminado.

Eu facilmente me afasto da igreja, pra não dizer normalmente, e ele é o laço que costuma a me puxar de volta. Até esse domingo que passou (15 de Março), eu estava um completo ateu. Reclamava quase como um evolucionista que a Igreja estava errada, me refiro a Igreja como instituição, quase como um estado láico que sinceramente, já se perdeu no rumo agora que temos o Palpatine como Papa. Mas esse domingo eu ouvi o que as Catequistas não pregavam.O verdadeiro sentido e o que realmente é o amor de Deus.  Não tolero intolerância religiosa. Toda pessoa tem o direito de crer no que bem entender. Se ela gosta de rezar em silêncio, paciência. Se ela gosta de rezar berrando, balançando os braços e louvando ao Senhor com todo o seu corpo, paciência. Acho que não podemos julgar o porque de uma Seita (Não podemos considerar as pequenas ramificações do Cristianismo como igrejas, elas são seitas perante a lei.), berrar mais do que a outra, o porque deles plocamarem o nome do Demônio tantas vezes e o porque de toda aquela exorcização. Só acho errado os chamados, pastores de Deus, reclamarem para si o dinheiro alheio. Porém, eles não os roubaram dos seus fiéis.

Sabe, essa iluminação por mais que momentanea, depois de praticamente quarenta minutos de sermão foi de certa maneira um alivio para mim. Eu sempre acreditei em alguma coisa, mesmo que fosse o Monstro Espaguete Voador. Mas a necessidade de achar que existe algo maior, que observa pelo vidro da fazenda de formigas, alimentando-as de vez em quando é necessário ao meu ver.

Pode parecer um pouco estranho, porém, prá mim Deus é o motor inerte, que só terá os seus poderes revelados se tiver o empurrão inicial. Assim como aquele experimento que pegou o Dr. Manhattan de surpresa, Deus provavelmente está a espera de algo para que ele continue.

Music and mythology, Einstein and astrology,It all started with the big bang!

And god Started with the Big Bang.


I Could Write a Book

•17/03/2009 • 1 Comentário

Coltrane, Davis e Dias me ajudaram essa noite.

Pode até soar um pouco estranho, porém é a mais pura verdade. Depois de receber o link do blog de um grande amigo meu, decidi colocar em prática o que eu já desejava a algumas semanas. Escrever um blog provavelmente não será fácil, principalmente para alguém como eu – de péssima memória – que normalmente não continua com as coisas.

Até então o primeiro post sempre é o mais assustador, principalmente por que é para ser o resumo completo do Blog.

Posso dizer que o shuffle do meu Winamp é extremamente inteligente. Jimi Hendrix tambem é uma ótima maneira para se encontrar, outras experiências. All Along the Watchtower foi uma das poucas músicas que eu cantei enquanto assistia Watchman (Quis custodiet ipsos custodes?) , e eu provavelmente não irei esquecer a cena de Nite Owl e Rorschach na máquina voadora se aproximando do ártico e Ozymandias os observando a distância.

Bem tenho provavel certeza que acabei me empolgando por demais nesse primeiro post. Espero não ter assustado vocês meus possiveis leitores. Haha.