Liberté, Liberté, Liberté.
Quando o sopro da liberdade bate nos nossos cabelos, nos tocando de uma maneira única e diferenciada, nós realmente percebemos que as coisas estão mudando. Não é só o simples fato de ter dinheiro. Não é o simples fato de morar longe dos pais, ou do teu país. É ter as suas próprias preocupações, mesmo que pequenas, o lance do se virar “sozinho” fazendo todo o sentido.
O pior de tudo é quando não conseguem acompanhar o teu ritmo, especialmente quando está fazendo alguma coisa, ou então, tentando acelerar o passo para chegar em algum lugar. Decidir a onde vai, com quem vai e quando vai. Quanto vai pagar, qual é melhor, o que comer, o que beber. Eu sei que no começo é um tanto quanto tentador, mas depois você se acostuma e acaba percebendo que não passa da mesma coisa de sempre.
Posso dizer que essa experiência aqui nos estados unidos tem sido mais do que importante para mim. Já que tenho poco mais de 63 dias para ficar em terras do Tio Sam, pretendo aproveitar da melhor forma possivel. Vou ao Pro Bowl (Primeiro jogo de Futebol Americano que irei assistir em minha vida), vou gastar todo o dinheiro que eu tiver (Mas não de maneira que me faça passar fome), sair daqui sem pensar em uma única coisa que eu não fiz ou então sentir arrependimento de algo.
Existem poucas coisas que eu sinto falta no Brasil. E eu me recordo todas as vezes que olho para a mão direita. É a falta daquele carinho, daquele abraço, aperto gostoso. Daquela coisa mais carnal, das palavras adocicadas, dos machucados por falta de jeito com as coisas. O sorriso, o perfume, o tom da voz, o calor das mãos e o olhar calmo. É duro acordar todas as manhãs e não sentir o teu gosto na minha boca.
Mas acho que vou voltar para o meu entretenimento, aqui no aeroporto de Newark, enquanto espero o meu voo as 4 horas da manhã, já que agora são meia noite.
